Mato

Matar é uma palavra forte. Como mede-se tal grandeza? Quero falar sobre, mas não sei expressar. Chegou bonita, foi embora feia. Matar a priori, matar o empirista que transpassa os medos de um não racionalizar, sem ter que te experimentar. Arrependimento, óbvios. Então, o que vai ser? Rio, porque faço perguntas que não responderão. Me leve embora, pois não sei onde estou, me leve para longe agora. Aquilo que era, já não é mais. O agora infere em vários agoras dentro do agora de outros. Repito, porque quero, é proposital. Matamos porque sentimos a carência de um sinônimo que substitua esse dilema interno, que se contorce como uma serpente em um galho fraco, tal como a calma que vive em nós, que vive em ti. Um tornado que nos suga e ao mesmo tempo atira-nos para longe feito as hastes de um dente-de-leão. Mato, engana-se você, interlocutor, cê pensas que me refiro ao verbo matar. Vegetais sentem, gritam e não refiro-me aos seres do reino plantae. Este é sobre nós.

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