Só pra você saber, eu esqueci você (...)

Eu chorei mares que nunca irão te transbordar. Dito isso, afirmo a sua eterna incompreensão.
Não faz diferença essa tal transformação, do eu que lhe sorria, para o qual não mais te vê.
Não consegues reconhecer a beleza que carregas, oriunda de cada defeito teu.
Pois me induziste à libertação. Acelerou a minha intuição. Correspondeu aos meus receios e como previsto, me despedaçou.
Me pergunto se somente a dúvida e o claro vazio, eram recíprocos.
Mas peço perdão pela clareza da qual não costumo dispor. As minhas palavras, contraditoriamente, se esgotaram. Cada traço se foi. Sorri somente ao fim. Não mais te vi. E se passas por mim, não lhe reconheço e logo, desprezo qualquer olhar.
Não falhe novamente quanto à intenção. Me leia, mas não me decifre. Esquece-te do que viste. Ninguém me conheceu para além da inconstância.
Agradeço a ti por todo o tempo. Jamais fugi.
As minhas dolorosas verdades me aproximaram de mim. Novamente pude sorrir.
Herdei certezas de um amor qualquer. E inexisti diante de todos os meus medos.
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