Gato no pé
Dificuldade de falar sobre. Queres que te envolva, mas já está-te envolvido. É dever, pouco estado dele. Basta de discussão, você sabe quem ganhou. Pra ti, deve está tudo errado, o que lhe importa é ter entendido. Bandido, corno manso que me impaca como um burrinho pedrês. Próclise, mais aceitável e normalizado. Ainda n esqueceu o meu errado. Tens vergonha de falar sobre si, de expor-te. Mais uma vez, tu estranhou. Agora eu sei exatamente que em um mundo onde o perfeito é imperfeito. Decepciona mais que o esperado. Purifica, metralha, taca gasolina e bota fogo. Preciso de ajuda para vencer mais essa que começou, já passei por isso. Estou fraco, relutante e com dores de cabeça. Já ouviste isso? Não faz sentido, nada. Pausadamente vou pausando este texto, porque redundante está. Não preciso de sujeitos, como o modo do português conjugar.
Por agora me sirvo e me completo. Destrincho a trincheira que nos separou, não para aproximação. Novamente tentar, porque errei em subjetividade em te pescar. Tiro o anzol de sua pele, machuco-te, você ainda não compreende. Motivos que retrucam vacuum, palma de vácuo, de riso agudo no normal e riso frouxo no não gostar. Monoparagrafado, não há, mas agora sim. Sentinelas zarpam em voo. Implacam meu rosto como um placar de competição. Sinto o ódio, a repulsão. Caiu a ficha, a venda que o fazia cego afrouxou. Desconhece o ímpeto de meter-se no palheiro de agulhas, afundando palavras e desgostos nus, mal resolvidos e dissipados em solução. Mas tenho a arte e um gato no pé.
Ilustracion: @/kiarakirai on tumblr

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