E QUE MUDEM AS ESTAÇÕES.

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E se por acaso eu fosse um outro alguém, teria abandonado essa saudade. Prisão de tempos imaginários. Não há verdades sobreviventes. O meu velho caminho se desfez e a minha mente não encontrou um consenso no tal realismo sustentado. 
Ainda propaga surreais desfechos. Não há razão que percorra esse alucinante cenário. 
Teria passagens imaginárias para um mundo estreito. Distante e constituído de impossibilidades. Perderia-se inevitavelmente no prazer da inconsciência. Dançaria em sua perdição. Cantaria sem condolências ao fim de seu belo coração. 
Riria de volta para os momentos finais de seus traços de relevância. Dessa vez, apaixonaria-se restritamente por si. 
Esmagaria seus atordoadores e estressantes apegos incoerentes. Amenizaria o cruel descontrole de seus excessos sentimentais.
Correria contra sua própria neblina.
Viveria, sem olhar a quem lhe via. Sem se dispersar em jovens ruínas. Sem cegar-se sobre teu próprio olhar. Nitidamente, a veria. Tocaria sua alma e abraçaria o destino que lhe fosse concedido.
Acudiria-me mesmo na densidade de meu caos. Lutaria contra o paradigma da entropia e livre estaria no refúgio da harmonia.
O vento me levaria em direção a minha intensa essência que antes me ferira inteira sem perceber.
E desapercebida, me amaria.

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