Liberté!

Eu. São inúmeros os questionamentos que surgem quando tento pensar em mim de uma forma mais concreta, precisa, definida e sólida.
Costumo dissertar sobre os meus sentimentos, como se eles controlassem-me indiscutivelmente. E talvez esse seja um dos meus maiores empedimentos. Assim como a incerteza empregada em cada um dos meus "talvez".
Há certezas que não são expostas livremente, porque no fundo estamos acomodados a retro-alimentar uma prisão resistente aos nossos sonhos e lutas. Isso porque a liberdade geralmente não passa de somente mais um objetivo falho e aparentemente distante. A mais provável falha possibilidade dentro de nossas infinitas incertezas.
Embora conscientes da inconstância e consequentemente da imprevisibilidade derivada dessas complexas oscilações, preservamos o anseio pelo mero "estar certo", mesmo que não haja afinal, certeza alguma para ser expressada.
Como numa repetitividade incessante, o ser a alcançar a tal liberdade não sabe o que fazer dela quando a encontra. A trata, instintivamente como mais uma de suas posses, pois não pôde aceitar a brevidade e nem o não pertencimento das coisas. Logo, ambicioso, trata de criar mais prisões sobre si mesmo.
Por certa falta de estabilidade, sensibilidade e maturidade, a liberdade não o bastou. Não o LIBERTOU.
Muito queria, sem saber o por quê. Mas nada teve. Pelo menos dentro de suas vazias concepções sobre o TUDO.
Nossa que profunso
ResponderExcluirProfundo
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