Espaçamento

O espaço infinito, deslocado que há entre a gente
Espaço em branco       , estupefato, inerente
O vácuo, a falta e a ausência de um espaço vazio
E com esse movimento nas costas, retilíneo


Que você não se importa em brincar
Nem cansa. Falta-lhe vergonha para não tentar
Sentimento como cargas que se atraem


Não condiz com as leis da teoria, é uma prática.
Desejo incontrolável que não cessa

Luta dogmática
Não consegue saciar a vontade de chegar
Nesta brincadeira falsa, com fundos de verdade e libertinagem 


Toque, mesmo que diga que não goste

Na real gosta
Quer que se entregue, mas não convence quando encosta
Teus dedos, tuas mãos bobas que vão e vem no corpo sem perguntar
Gostar é pouco, negar é pouco, risos, inseriedade pra elucidar


Pede, fala, combina, banheiro, sonhos mentirosos
Insinuações, calças jeans caem 

E toma-se planejamentos maldosos
E quanto mais perde-se em desejos e sonhares, ele e eles se atraem.
Para um clímax final.


Marcos de Lima, set.2018

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