Afligir

Desaculturada. Desprovida e distante. Densamente desacordada e necessariamente em desacordo com qualquer aspecto que pudesse indicar o minimo de lucidez. Mente desavisada. Dorme.
Ela corre de si mesma e os seus tempos se confundem. Difusos, se afastam. A movimentação se instala para além da inércia de seu corpo.
Com tudo de si, desaba em seus excessos.
Falha ao tentar carregar o peso de seus propósitos. Comprime-se. Desintegra da paz. Se entrega aos pesares que não se esvaziam de si. Resta o inconsciente que a acorrenta no surrealismo da serenidade sem obediência à realidade.
Fraca. Mal consegue harmonizar os seus próprios sentidos. Não se ouve e se ensurdesse para o mundo.
Mas receia perder o timbre que a sua voz tanto demorou para alcançar. Não quer ameniza-la em prol de sua inclinação a não existência.
Cabe ressaltar do encontro consigo mesma a medida que se atropela. Mas perde-se constantemente de seu velho espirito. Independentemente do atual florescimento, ainda clama por revolução. Vive pela evolução.
Inspira-se na progressão.
Mas quer o amanhecer de outra vida. Luzes de cidades estranhas.
Raios de outro sol. Luminosidade pertencente a outra lua. Ventos que não a sufoquem. Mares que não a afoguem. Luz que não a incendeie. Chamas que não a tornem cinzas a voar brevemente.
Deseja estar sem ficar. Mudar ao estar e transformar o ser. Pois prevê o seu próprio colapsar.
Está inquieta e turbulenta. Amuada. Melancolicamente entorpecida de tristezas que quebram o seu sentimental coração.
Mas o reintegra. Como quem possui forças para além de seu desconhecido consciente.
Mas o reintegra. Como quem possui forças para além de seu desconhecido consciente.
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