A ARTE DA RESISTÊNCIA

Eu sinto muito. Literalmente e sem adendos metafóricos qualquer.
Ah, se tu soubesse o quanto eu queria que essas palavras fossem apenas figuras de linguagem embaralhadas.
Mas não faço apelo algum por essa vontade. Consciente estou da possível perda de profundidade. E de raso já basta o teu coração.
Por isso suplico. Sejamos reais, independentemente das nossas maiores fragilidades.
Transbordemos verdade, apesar das mentiras que pelo mundo flutuam.
Possamos então ser amor, num mundo de lutas constantes.
Insisto para que não tenhas vergonha de sentimentalizar-te.
Pois a apatia destrói, mas a sensibilidade recria.
E viver, por essência, é também sentir.
Leave a Comment